O que mata um jardim não é o abandono. O que mata um jardim é esse olhar de quem por ele passa indiferente.

Mario Quintana

25 de set de 2009

A Cor do sentimento


"Homenagem à Negra Nazaré que capinava
a Chácara do meu avó na Vila Rica Carioca"






Por que me olhas assim?
Sou negra
Negra sim, assumida
Muitas vezes banida
Por causa da minha pele

Não se limite a me discriminar
Minha negritude está na pele
Nos cabelos,no brilho do meu olhar

Sou negra de cor
Como a noite
Como o incógnito amor
E como a noite
Tenho luz,
Uma estrela que dentro em mim reluz

Não brinque comigo
Porque tenho raça
Fui criada por Deus
Sou cheia de graça.

Sou Negra Mulher
De amor evidente
Pessoa capaz
O meu sangue é quente.

Já fui excluída por negra ser
Sim, sou negra na pele
E em que parte é negra você?


Esta Poesia está contida na Antologia Poética Novos Poetas do Cariri Paraibano
Organizada pela ABES- Associação Boqueirãeonse de Escritores


Magna Vanuza Araújo




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