Flor de Poeta
Magna Vanuza Araújo ♥ Poesia e Cia.
24/05/2012
06/05/2012
Ciclo da Pedra
O Sol invade a pedra
A pedra encobre o sol
A Sombra se faz senhora
da Pedra
A água perfura a pedra
A pedra cristaliza a água
O vento molda a pedra
A pedra desvia o vento
O tempo muda a pedra
A pedra sobrevive ao tempo
O limo envolve a pedra
O sol endurece o limo
O homem destrói a pedra
E ambiciona construir
castelos
Castelos não sobrevivem à pedra
O homem não sobrevive aos castelos
A pedra sobrevive ao homem
Jazigo final.
Magna Vanuza Araújo
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05/05/2012
Infinita...
Não mais sofro por mim.
Sou dona do acaso
companheira do vento
estrela do além céu.
Já não brinco de pintar,
Sou pintura, retrato próprio
Partitura do Criador
Não digo mais adeus.
Há um vazio preenchido
ao longo do caminho
que não permite despedidas.
Magna Vanuza Araújo
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03/05/2012
Dor
Ardor que desgasta
úlcera gástrica
nas entranhas...
Espinho cravado entre as unhas.
Sentimento que trai
Se distrai
Me retrai.
Magna Vanuza Araújo
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28/04/2012
Em Suma
Um pedaço de mim dissipou-se
Foi-se em horas inexatas.
Confundo-me com a poeira do deserto
cujo vento transporta.
Sou duna erguida sem prumo
Pitoresco retrato:
Desenho irrisório.
Projeto contraditório.
Em suma,
Eu sumo.
Magna Vanuza Araújo
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26/04/2012
Improviso 53
Se falando em Boqueirão,
todo morador tem algo pra contar,
é história dalí, de acolá...
... O povo é trabalhador,
Mas nas horas vagas,
é tudo conversador...
Aqui não tem mar,
mas o por do sol
Nada deixa a desejar.
E calor não é problema,
tem o manancial,
se quiser se refrescar.
Água não vai faltar,
é só pular no açude,
dizem áté, que tem sereia por lá!
Muitos pescadores,
já quiseram se encantar
contaram que elas cantam
até o vidro da cachaça quebrar.
Mas conto de pescador,
se acredita com ressalva,
falam de uma cobra grande danada,
que rasteja pelas margens do rio,
devorando a boiada.
Já a feira é tradição.
"Todo sábado é São João",
Tem até uma rádio
A FM Boqueirão.
Tem poetas,cordelistas,
gente que virou artista
E vive se apresentando,
Nesse maravilhoso espetáculo
que é a vida!
Parabéns cinquentinha querida!
Magna Vanuza Araújo
todo morador tem algo pra contar,
é história dalí, de acolá...
... O povo é trabalhador,
Mas nas horas vagas,
é tudo conversador...
Aqui não tem mar,
mas o por do sol
Nada deixa a desejar.
E calor não é problema,
tem o manancial,
se quiser se refrescar.
Água não vai faltar,
é só pular no açude,
dizem áté, que tem sereia por lá!
Muitos pescadores,
já quiseram se encantar
contaram que elas cantam
até o vidro da cachaça quebrar.
Mas conto de pescador,
se acredita com ressalva,
falam de uma cobra grande danada,
que rasteja pelas margens do rio,
devorando a boiada.
Já a feira é tradição.
"Todo sábado é São João",
Tem até uma rádio
A FM Boqueirão.
Tem poetas,cordelistas,
gente que virou artista
E vive se apresentando,
Nesse maravilhoso espetáculo
que é a vida!
Parabéns cinquentinha querida!
Magna Vanuza Araújo
15/04/2012
Game over
agendar rascunhos.
A vida é curta,
O tempo? Ao final é solidão.
A esperança morre,
se corrompe um coração.
Esperar cansa,
paixão acaba,
a pele enruga,
ninguém escapa.
Temos prazo de validade
Tudo jaz com a vaidade.
Magna Vanuza Araújo
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Existência
12/04/2012
Inquietação

Tenho a inqueitação de um mundo
A poesia de um segundo
Melancolia sem razão
Ausência cheirosa
-Contradição...
Tenho o presente fictício
Uma essência mágica de estrela
Certeza de nada
Dúvida de tudo
Tenho a Lógica do absurdo!
Magnaraújo
19/03/2012
Pedras do rio

Pelas pedras de um rio,
Jamais passarão as mesmas águas.
Então, que lembranças delas as pedras guardam?
- O limo e as rachaduras,
porque nada passa sem deixar marcas.
Magna Vanuza Araújo
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10/03/2012
Poesia em mim

A Poesia me explora
Me namora, me beija.
Ela me deseja, maneja,
Acalenta, concentra...
Revira meu avesso,
Revela meus segredos,
Expõe contradições.
Magna Vanuza Araújo
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Ela me deseja, maneja,
Acalenta, concentra...
Revira meu avesso,
Revela meus segredos,
Expõe contradições.
Magna Vanuza Araújo
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Poeminhos
02/03/2012
Tempo

Apesar de estar aqui agora,
aprisionada pelos meus medos,
acorrentada aos segredos.
Lá fora o tempo corre
Infinitamente....
Aqui dentro ele passa,
devagar, devagarinho
Como o primeiro voo
de um passarinho.
Magna Vanuza Araújo
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aprisionada pelos meus medos,
acorrentada aos segredos.
Lá fora o tempo corre
Infinitamente....
Aqui dentro ele passa,
devagar, devagarinho
Como o primeiro voo
de um passarinho.
Magna Vanuza Araújo
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Existência
25/02/2012
Tédio

Que tédio!
Já palpitei hoje
várias vezes...
Esperei as horas passarem,
elas voaram
e minhas asas não as alcançaram.
Há uma instabilidade no meio do tempo
Um ressoar violento em meus tímpanos.
Macacos não me mordam!
-Primatas...
Meu sangue está contaminado
e vocês serão envenenados...
...Pelo tédio.
-Que Sacrilégio!
Magna Vanuza Araújo
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06/02/2012
Versonificando...

Meus versos são ventos,
vendavais...
Uma louca na boca do abismo
Gritos no escuro
são asas de rapina
suposições.
Meus versos são medos,
delirios dos meus segredos
são vícios inalados, exalados
visões.
Meus versos são transitórios
sentidos
no avesso do esconderijo,
travessia dos meus delírios
Fascinação!
Magna Vanuza Araújo
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vendavais...
Uma louca na boca do abismo
Gritos no escuro
são asas de rapina
suposições.
Meus versos são medos,
delirios dos meus segredos
são vícios inalados, exalados
visões.
Meus versos são transitórios
sentidos
no avesso do esconderijo,
travessia dos meus delírios
Fascinação!
Magna Vanuza Araújo
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03/02/2012
Professora com Infância

Eu já roubei manga no pomar do vizinho,
Já subi no telhado lá da casa do meu avô
Já fiz cabaninha na laranjeira
Já quebrei o vidro da janela da escola,
Já brinquei de amarelinha, queimado e bola.
Já rabisquei as paredes da minha casa,
e coloquei a culpa no meu irmão menor.
Já adormeci nos laranjais da chácara do meu avô,
Pintei e bordei com as coisas da minha mãe.
Comprei cachaça pro meu pai em troca de pirulito.
Já fingi estar doente só pra ganhar carinho,
Já comprei fiado encondido.
Já queimei muitas panelas fazendo doce de leite, mais açucar do que Leite!
Já Fugi de casa no dia de São cosme e Damião pra ganhar doces...
E agora querem que seja uma professora linha dura!
Impossível, minha infância não permite.
Ensino e aprendo, sério e brincando.
Amo Educação infantil!
Magna Vanuza Araújo
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Infância
02/02/2012
28/01/2012
Versos Escuros

Escrevo versos no escuro.
Para mim os versos escritos no escuro são encantamento.
Guardo sobre a cabeceira uma caneta e um caderno,
na visibilidade da pouca luz que entra pela janela,
em linhas certas,
escrevo meus poemas
tOrToS.
Magna Vanuza Araújo
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21/01/2012
Meus bichos
S
o
l
t
e
i
cansei de alimentá-los.
o
l
t
e
i
os meus bichos...
cansei de alimentá-los.
Malditos sanguinários.
Magna Vanuza Araújo
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Poeminhos
20/01/2012
Inconstância

Tem horas que me vejo
Tempos que me desejo
Minutos que me realizo
Segundo que eternizo.
Passando por mim o tempo,
Passo também ao vento
Horas sou protegida, vezes ao léu
Fantasio, sonhos, viajo ao céu.
Na instabilidade me dou conta
da realidade que me espanta
Fantasio inexistência que me encanta.
Meu desejo é insídia
Não vejo presença ou distância
Nas artemanhas da vida
Amedronto essa Inconstância.
Magna Vanuza Araújo
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Tempos que me desejo
Minutos que me realizo
Segundo que eternizo.
Passando por mim o tempo,
Passo também ao vento
Horas sou protegida, vezes ao léu
Fantasio, sonhos, viajo ao céu.
Na instabilidade me dou conta
da realidade que me espanta
Fantasio inexistência que me encanta.
Meu desejo é insídia
Não vejo presença ou distância
Nas artemanhas da vida
Amedronto essa Inconstância.
Magna Vanuza Araújo
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