O que mata um jardim não é o abandono. O que mata um jardim é esse olhar de quem por ele passa indiferente.

Mario Quintana

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9 de mar. de 2013

A janela


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Pela janela aberta
Vejo a Rua que passa
Passa criança, carro, bicicleta
E uma carroça de burro
Passa um casal de namorados
Passa um boi aprisionado
E passa um funeral.
Passa policia e ladrão
Passam sonhos, esperança e solidão.
Todo momento passa algo...

De vez em quando também passo.

Magna Vanuza Araújo

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Instante


Já se faz tarde,
O sol se pôs,
as estrelas nem reluziram
seus primeiros raios...

Entre o clarão e a escuridão
o dia se deita sobre o crepúsculo,
E a noite o cobre com um manto Negro.

O grito sombrio do vento que ecoa
assusta o bando que voa,
lá para as bandas dos precipícios
onde grita o vento espremido.

E até que o manto negro cubra o dia,
e o amanhã acaricie o medo,
As horas jazem em instantes segredos.


Magna Vanuza Farias Araújo
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2 de set. de 2012

Pedra, apenas.






Em sua frieza extrema

se impõe.

Se removida, suporta
Se jogada, machuca

Se quebrada, edifica
se acariciada, intacta!
Pedras não falam
Mas deixam marcas,
deixam-se marcar
Dizem que encontram-se
Em algum lugar.

Magna Vanuza Araújo.

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16 de out. de 2011

Exuberância


Eis que se curva exuberante
no céu rubro...

-Pôr-do-sol-

Eis que se deita exuberante
sobre as águas do Epitácio
Coberto pelos raios rubros
refletidos nas águas calmas.

Os pássaros contemplam
As plantas se curvam,
os anjos cantam um louvor
exaltando o Criador...

É uma grandeza serena,
que se despede do dia
trazendo uma paz imensa,
repleta de Poesia!

Magna Vanuza Araújo
|Direitos Reservados|

*Imagem: Karen Evellyn