O que mata um jardim não é o abandono. O que mata um jardim é esse olhar de quem por ele passa indiferente.

Mario Quintana

8 de ago de 2010

Ao meu Pai Francisco




Hoje meus braços estão vazios,
Há muito, muito tempo vazios.
Teu sorriso moleque se perdeu
naquele olhar tristonho!

É tão difícil vê...
essa saudade que me apaga,
Se olho para as estrelas...você
Se contemplo o horizonte...você,
Se ouço um violão... você!

Você está no meu olhar,
na minha pele, nos meus cabelos.
Está no sorriso dos meus filhos,
nos gestos involuntários das minhas mãos!

Você é a canção que guardo ao dormir,
A eternidade das minhas lembranças
O meu sonho de criança!

Eu queria mesmo era bagunçar
os teus cabelos brancos,
te ver brincando com os meus filhos;
te abraçar demoradamente...

Ah, se tudo pudesse voltar,
Eu entregaria tudo que tenho
somente pra hoje te abraçar!

Magna Vanuza Farias Araújo

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